O Sistema Educacional do Futuro - Parte VI

Imagem; pesquisa Google

CONHECENDO A VONTADE EM CADA FASE

          Da mesma forma que a mente e as emoções, a vontade também faz parte da alma. Através dela tomamos atitudes para realizar aquilo que achamos que devemos fazer. A nossa vontade cogita entre o fazer ou não fazer, entre o querer ou não querer. Quando nos traz lembranças boas, nós queremos fazer. Por exemplo: um cheiro de comida que apreciamos na infância nos faz ter vontade de comer esta comida porque nos traz boas lembranças. Ou podemos saber, através do processo da mente, que o jasmim é uma flor muito cheirosa, mas podemos, pela vontade, não apreciá-la se ela foi usada no enterro de um ente querido, pois nos traz uma emoção triste, uma lembrança ruim.

Para educar o nosso comportamento, ou seja, para termos vontade de fazer o que faz bem para nós ou para outras pessoas, nós precisamos, desde pequenos, receber a base emocional de boas sensações e ser ensinados a fazer o bem. Conforme a faixa etária, nós tomaremos atitudes com o ser humano que possam fortalecer esta base emocional do lado positivo. Respeitar a criança é primordial, levando em conta a sua maturidade e a sua capacidade de compreensão.

Não se deve força a criança a fazer algo que ela não quer fazer, mas sim procurar entender o porquê dela não querer fazer e então achar um caminho positivo para que a criança possa realizá-lo. Por exemplo: a criança não quer dormir porque teve um dia agitado; precisamos acalmar a criança, lendo um livro ou falando ou cantando de mansinho e com carinho e então ela conseguirá dormir. Geralmente a criança precisa apenas de atenção, de alguém que sente ao seu lado e escute o que ela tem pra dizer.

As crianças ficam agitadas e tem comportamentos rebeldes quando não recebem atenção suficiente e quando são constantemente repreendidas. Desta forma elas tentam extravazar o acúmulo de sensações ruins formado pela falta de atenção. As crianças que recebem uma atenção positiva acumulam sensações boas que as confortam e lhes dão segurança para fazer o que precisa ser feito (comer, dormir, brincar, estudar etc.)

Uma palavrinha sobre a vontade por faixa etária:

De 2 a 3 anos
A criança de 2 a 3 anos é muito sensível e precisa de um ambiente que lhe traga segurança e liberdade. Ela vai observar tudo e todos que estiverem à sua volta e os comportamentos repetitivos serão imitados.

- os exemplos que damos aos pequeninos são muito importantes, pois é desta forma que a criança mais aprende. Se os adultos em volta dela gritam, murmuram ou reclamam o tempo todo e batem na criança para ter sossego, é exatamente isso que a criança vai aprender a fazer. Por outro lado, se a criança vive em um ambiente de paz e harmonia e lhe é dada a devida atenção falando-se com ela com voz branda e carinho, ela vai aprender como é bom tratar bem as pessoas porque ela vai se sentir bem, ela vai se sentir amada e isso é primordial. Então, quando ela crescer vai agir da mesma forma porque este foi o exemplo que lhe deram.

- a criança na idade de 2 a 3 anos descobre que é um indivíduo e que pode tomar decisões próprias. É quando surge a fase  do “não”, tanto do adulto como da criança. Nossas atitudes devem ser vigiadas para não provocar revoltas desnecessárias, ou seja, pense bem antes de dizer ‘não’ se realmente não existe a possibilidade de fazer o que a criança quer naquele momento. Não é fazer ‘tudo’ o que ela quer, mas sim procurar situações que a interessem e que ela possa se sentir útil, se sentir importante. Se o que ela estiver pedindo naquele momento não é possível fazer, então devemos dar uma explicação simples à criança do porque ela não pode fazer aquilo e em seguida damos uma sugestão e motivamos a criança a fazer algo que ela pode fazer.

- é importante criar oportunidades para que ela possa tomar decisões e fazer escolhas: por exemplo, se está frio e a criança quer vestir uma roupa de verão, então tiramos três opções de roupa de frio que ela possa vestir e a deixamos escolher.

- também é importante ensinarmos a disciplina nesta idade. Disciplinar é ensinar um sistema de organização, ensinar regras. Ensinar disciplina não significa gritar e bater e fazer obedecer de qualquer jeito, ensinar disciplina requer paciência e autocontrole para mostrar o que é certo fazer. E é assim que vamos conseguir uma criança obediente, porque estamos respeitando seus limites de entendimento. Sempre com voz branda. Disciplina não é ter um robozinho em casa que faz tudo o que a gente manda. Disciplinar é ensinar a criança, até onde ela é capaz de entender, que há coisas que podemos fazer e outras que não podemos. Devemos ensinar os limites, explicando até onde podem ir e lembrar isto sempre pra criança porque a memória dela é curta ainda. Com o tempo, a memória amadurece e a criança que ouviu repetidas vezes a regra de forma amável, vai se lembrar dela e vai agir com naturalidade, estando contente por obedecer. A disciplina depende igualmente dos exemplos que a criança presencia. Se as regras lhe foram impostas, vai se lembrar do momento ruim em que foi pressionada e agredida. A revolta que vem acumulando durante seu crescimento por causa das agressões, vai transbordar à qualquer hora.
A criança de 2 a 3 anos aprende com a repetição e se for ensinada com voz suave vai chegar à adolescência sabendo o que é certo fazer e querendo ajudar e cooperar com os outros. Tudo depende de como ensinamos.

De 4 a 5 anos

Ainda muito sensível, a criança de 4 a 5 anos continua seu intenso aprendizado baseado nas emoções e exemplos que lhe são dados. A vontade é de imitar os adultos. As crianças desta idade não aceitam bem as imposições, mas reagem positivamente às sugestões, pois amam cooperar nesta fase. Se formos ditadores a resposta será um sonoro “não”, mas se falamos gentilmente, eles estão prontos a fazer tudo o que pedimos, com alegria e se esforçam bastante porque gostam de se sentir úteis.

- a criança de 4 a 5 anos vai continuar imitando as ações e atitudes dos outros. Devemos tomar cuidado com os exemplos de comportamento que nós damos e com o nosso vocabulário, pois elas absorvem e imitam tudo e certos comportamentos podem se tonar hábitos.

- a criança de 4 a 5 a anos vai agir por sugestão (e não por imposição) e pelo que ela sente. Portanto se soubermos ser agradáveis e simpáticos com as crianças nesta fase, nós conseguiremos muito mais disciplina do que se usarmos a bruta autoridade.

- a criança agora se torna cooperadora. Para ela é importante ajudar, pois ela vai se sentir importante e descobrir o quanto pode fazer pelos outros. Isto deve ser incentivado, sem forçar, mas dando o exemplo e elogiando quando ela seguir o exemplo positivo.

- a disciplina e o carinho significam para esta idade uma prova de amor dos pais, para elas saberem que os pais se importam com ela. Então podemos abusar do carinho na hora certa, não em meio a manhas e sem obrigá-la ou pressioná-la. Se a criança está quieta brincando, nós temos que deixá-la em paz!

De 6 a 8 anos:

A faixa etária de 6 a 8 anos abre um grande portal na educação: a alfabetização. Esta fase é a descoberta de um novo mundo cheio de aventuras onde a criança começa a preparar a sua independência. A alfabetização pode ser feita em casa ou na escola, contanto que a pessoa que ensine seja paciente, alegre e motivadora. Um professor rígido e impaciente pode traumatizar a criança e bloquear o desenvolvimento do aprendizado.
- a criança desta idade é mais cooperativa do que em qualquer outra idade, mas agora ela tem vontade própria e está se autofirmando, as vezes resistindo à obediência, dependendo de como lhe dirigirmos a palavra. Devemos adaptar um modelo de flexibilidade verbal para atingir os nossos objetivos: a criança vai atender muito melhor a sugestões amáveis, do tipo “você poderia, por favor...” ou “vamos...” ou “que tal se nós...?”. Estes exemplos de solicitações serão gravados em sua mente e será o exemplo que seguirão mais tarde, pois a criança aprende pelos exemplos que lhe são dados.


- a sociedade e as escolas costumam incentivar a competição entre crianças. Porém, como a criança ainda está se desenvolvendo emocionalmente querendo ser aceita pelos outros, a competição vai trazer conflitos em seu interior: a vontade de cooperar contra a imposição de vencer os outros para ser elogiado. A vontade de ser melhor do que os outros desenvolve o orgulho e o complexo de superioridade que vão prejudicar a criança na sua vida social. Enquanto uns se vangloriam e desenvolvem o orgulho e o complexo de superioridade, outros são menosprezados e desenvolvem sentimentos ruins como o complexo de inferioridade ou o ciúme e a vontade de vingança. Ainda nesta idade, a brincadeira é mais saudável que a competição.

Dado o fato de que cada pessoa é um indivíduo diferente, que pensa e sente de forma diferenciada e que tem aptidões específicas, a competição é injusta. A sociedade impõe, desde a infância, padrões irracionais que criam conflitos interiores. O certo seria observar em quê cada ser humano tem mais habilidade e permitir que ele desenvolva o que sabe fazer de melhor.

De 9 a 11 anos

Infelizmente, a maioria dos adultos não compreende esta fase. A vontade de grandes feitos é enorme nesta faixa etária, quando as crianças de 9 a 11 anos despertam a vontade de alegrar e salvar o mundo! A não compreensão por parte dos adultos pode gerar muitos conflitos entre pais e filhos.

- a criança agora pode se rebelar contra os adultos que se comportam como ditadores. As crianças de 9 a 11 anos preferem quem demonstra simpatia e carinho. Por isso, se o adulto começar um jogo de ‘quem pode mais’ só vai trazer contendas. O amor e a paciência têm que prevalecer incondicionalmente, entendendo que a criança desta idade sabe pouco da vida ainda e quer se afirmar como pessoa. Um tom de voz de amizade e sem cobranças ou raiva sempre dão melhores resultados. “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Provérbios 15:1)

- a criança nesta idade precisa e deseja direção na vida. Portanto nós devemos mostrar bons caminhos e permitir que elas aos poucos façam as suas escolhas. Ensinar com mansidão, sem gritos ou imposições, pois para a criança o mundo ainda é algo desconhecido. Ela precisa antes conhecer a si mesma, descobrir quais seus gostos e aptidões, antes de desenhar o seu futuro.
- nesta fase, a criança gosta muito de ir à casa dos outros para fazer trabalhos de escola. Devemos ficar atentos e saber em que ambiente a criança está e como são as pessoas que estão ao seu redor, tanto crianças quanto adultos. Às vezes um adulto pode parecer muito afetuoso e gentil e pode ser um pedófilo. Devemos prestar atenção às reações e conversas das crianças. O melhor é que as crianças estejam onde podemos dar uma olhada de vez em quando. Devemos conhecer quem são os pais ou parentes da criança aonde ela quer ir para passar a tarde, e isto é uma boa forma dos pais travarem novos conhecimentos e é também assunto para a reunião de pais e professores. Deve haver comunhão entre todas as pessoas que passam certo tempo com a mesma criança, para trocar percepções.


De 12 a 14 anos
 A pré-adolescência é uma fase difícil que inclui grandes mudanças no corpo e nas emoções. Estas transformações assustam e são difíceis de lidar para um ser humano que está saindo da infância para entrar na adolescência. Nós temos que nos armar de muita paciência e disposição para ouvir o que eles tem a dizer e orientá-los sem fazer drama. Ás vezes parece tudo perfeito e então, de repente, parece que o mundo vai desabar!. O melhor a fazer é tentar compreender que esta idade não é nada fácil para a criança, mas vai passar, e devemos demonstrar o nosso total apoio.


- o pré-adolescente é independente e quer ser considerado como um adulto. É claro que nós sabemos que ele está muito longe de saber o que é ser um adulto, mas nós devemos respeitar esta fase ajudando-o a perceber como são as coisas realmente. E na verdade, a ajuda que podemos dar é de apenas ouvir, porque ele chegará sozinho às conclusões óbvias e assim vai crescer sabendo que teve o direito de fazer suas próprias escolhas sem ter sido jogado de um lado para o outro nas opiniões alheias.

- o pré-adolescente aprecia aqueles que sabem dar liberdade para tomar decisões e também para negá-la dando razões, explicando os regulamentos para que entenda que são razoáveis e que são para o seu próprio bem. Ele ficará grato a quem lhe exigir obediência mesmo esperneando contra a ordem. Devemos algumas vezes, agir com firmeza, mas sem agressões. Bons argumentos convencem melhor do que o poder da autoridade que desperta a raiva.
Na próxima semana falaremos sobre o Relacionamento Social em cada faixa etária.
Abraço carinhoso :)

Jocelyne Forrat - Preletora sobre Educação de Filhos - Para Novas Gerações Abençoadas e Libertas!
PROJETO "O Que é Que eu Faço com Meu Filho?" projeto.filhos@yahoo.com.br / jocelyneforrat@gmail.com

"FAÇA A SUA PERGUNTA"
Use o campo dos comentários abaixo para fazer perguntas e tirar dúvidas. A especialista Jocelyne responderá com prazer a todas. ;)

O sistema educacional do futuro - parte V

CONHECENDO AS EMOÇÕES EM CADA FASE

 O campo emocional do ser humano é parte dependente da alma: a cada sensação sentida o ser humano recebe uma emoção que pode ser boa ou ruim, conforme já mencionamos no artigo sobre o processo da mente.

O ser humano, do nascimento à tenra infância, não conhece nada do mundo e nem de si mesmo. Tudo o que lhe acontece se transforma em emoções, que podem ser boas ou ruins, dependendo da forma como chegam até ele. Nesta fase ele é muito sensível e mesmo brincadeiras podem afetá-lo negativamente.

Se nós pretendemos obter como resultado crianças felizes, com autoestima elevada, uma boa auto segurança e estabilidade emocional para lidar com problemas na adolescência e na idade adulta, uma base emocional sólida e positiva deve ser construída.

O que destrói esta base são agressões físicas e verbais ou brincadeiras de assustar e também o hábito de colocar medo com histórias mentirosas de ‘bicho papão’ ou do “homem do saco preto”. A criança assustada e insegura chora durante a noite ou ao acordar. Porém, se a criança cresce em um ambiente de paz, amor e afeto com pessoas carinhosas e pacientes, ela poderá se desenvolver saudavelmente e ter uma vida feliz e tranquila.

Vejamos como reage a criança em cada faixa etária:

De 2 a 3 anos:
Extremamente sensível, a criança de 2 a 3 anos absorve tudo o que está ao seu redor com sensações boas ou ruins. As boas vão tranquilizá-la e as ruins vão dificultar o seu desenvolvimento emocional.

- a criança de 2 a 3 anos reage ao clima emotivo e é sensível às emoções da mãe. Se a mãe está bem, a criança está bem; se a mãe não está bem, a criança fica inquieta sentindo que algo está errado e fica insegura. Então se a mamãe não está bem o melhor é pedir ao papai ou a vovó ou alguém que a criança conheça para cuidar dela enquanto a mãe se recupera.

- nesta fase a criança vai procurar por novas sensações: ela aprende diariamente e quer experimentar coisas novas para ter sensações novas. Para isso ela usa as mãos e a boca, querendo pegar as coisas e ver se tem algum gosto, da mesma forma que fazia quando era ainda bebê, aprendendo a reconhecer coisas novas. Devemos estar atentos para não deixar coisas perigosas ao alcance de suas mãozinhas.

- a criança nesta idade não é inibida e não sabe ainda dissimular: quando está zangada, ela mostra que está zangada e quando está interessada também.

- ela ainda é muito sensível e fica insegura perto de muita gente. Então se levarmos uma criança desta idade a algum lugar público ou uma festa onde tem muita gente, não podemos querer que ela logo vá brincar com os outros. Ela precisa de tempo para conhecer o ambiente e se certificar de que é seguro.

- nesta idade também, se uma criança chora, todas choram por que têm medo. Por ela ser ainda muito pequena e inexperiente conhecendo pouco do mundo que a cerca, as novas sensações que ela procura podem acabar assustando a criança. Ser separada da mãe a assusta: será que ela volta? Ela só vai se sentir segura com o que lhe é familiar, com aquilo que ela está acostumada a ver todos os dias. Ela teme a escuridão por não poder enxergar o seu ambiente e tem medo também de ruídos fortes, de estar sozinha ou com pessoas estranhas, tem medo de alturas e tudo mais que ela não conhece. Jamais coloque medo na criança em relação a bichos ou escuridão porque a criança pode crescer transformando este medo em pavor ou claustrofobia e não vai poder olhar por uma janela ou entrar num elevador ou dormir direito à noite porque tem medo de que algo aconteça.

- a criança nesta idade ainda confia em seus familiares totalmente e acredita em tudo que lhe falarem, mas a criança aos poucos descobre que está sendo enganada e vai perdendo a confiança. A confiança é muito importante para o desenvolvimento de qualquer relacionamento, pois quando a criança estiver maior aceitará melhor os conselhos dos mais velhos porque o relacionamento foi baseado em confiança. Se quando for maior, a criança descobrir que foi enganada e que as pessoas mentiram pra ela, ela vai achar que tudo o que falarem é questionável.

De 4 a 5 anos

Nesta faixa etária ainda, a criança é muito sensível. Se for tratada de forma desrespeitosa, a criança de 4 a 5 anos vai se revoltar não aceitando as agressões e não vai querer obedecer porque sente que há algo de ruim no tom de voz e na irritabilidade dos outros. No entanto, se a criança é tratada com respeito carinho, ela estará sempre pronta a colaborar e seu entusiasmo é contagiante. É preciso muita paciência nesta idade e, sobretudo nós devemos nos lembrar de que ela ainda é inocente e não faz nada por mal ou de caso pensado.

- no período de 4 a 5 anos a criança continua sentindo com intensidade: ela expressa claramente alegria ou ciúmes. Não podemos repreender ou ridicularizar a criança por expressar seus sentimentos para que não se torne introvertida. Mais tarde ela vai aprender, se ela tiver o exemplo dos pais, que não há razão para ter ciúmes e vai aprender a se socializar. Devemos dar tempo ao tempo, pois nesta idade a criança ainda não sabe lidar com seus sentimentos.

- ela também sente quando faz algo que sabe que é errado e fica constrangida, pois o pecado lhe parece algo muito grande. Devemos tomar cuidado para não aumentar mais o seu sofrimento. Ainda é pequena e vai aprender com o exemplo dos pais.

- é nesta fase que devemos desenvolver os sentimentos de valor próprio, de autoconfiança e de autoaceitação ensinando que ela pertence a uma família, e a um grupo na escolinha, para que não tenha problemas mais tarde com a rejeição. A rejeição é um sentimento altamente nocivo ao ser humano e pode destruir a sua vida.

- nesta fase se desenvolve também o senso de ritmo. A criança agora tem noção de ritmo e devemos mostrar boas músicas e até pode começar a tocar algum instrumento. Devemos escolher aquilo que a criança pode ouvir, pois ela vai repetir a letra da canção que vai formar ideias em sua mente e, quando tiver mais idade, ela poderá tomar decisões baseada nas letras das músicas que ela ouviu.

De 6 a 8 anos
 Com o início da escolaridade, as emoções estarão flutuando entre altos e baixos até a criança conseguir se acostumar com a nova rotina e os novos ambientes que frequentará vários dias na semana. São muitas novidades de uma vez e precisamos ajudá-la a lidar com esta nova fase, mostrando como tudo pode ser alegre e divertido e o quanto de coisas novas ela vai aprender.

 - para prender a atenção das crianças de 6 a 8 anos, as experiências precisam ser satisfatórias, ou seja, sobre assuntos que realmente vão interessar a criança e que contenham alguma lógica e sequência.


- a criança nesta idade se irrita se não puder se mexer depois de ficar muito tempo sentada. Devemos então propor atividades que possam fazer alternadamente sentadas e em pé. Jogos e brincadeiras com palavras e números podem ser feitas com as crianças em pé em círculo na sala de aula ou no pátio. Também brincadeiras que ensinem a cooperação e a solidariedade, ajudando quem está do lado. Não é recomendada a competição. A competição instiga sentimentos nocivos como o orgulho e a arrogância pra quem vence e a vergonha e o sentimento de inferioridade pra quem perde.

- a criança desta idade se zanga quando fracassa e esta atitude não deve ser comentada, pois é uma reação própria da idade e vai passar. Devemos, no entanto, abusar das palavras de incentivo e motivação convidando a criança a tentar novamente, ou dar outra ideia de ocupação ou brincadeira.

- a criança nesta faixa etária fica ressentida se for interrompida numa brincadeira ou atividade interessante. É difícil para ela largar a brincadeira, mas com jeito podemos conversar e falar sobre outras oportunidades que terão para brincar.

- é importante para a criança a aprovação daqueles à quem ela respeita, ajuda a firmar a autoestima e a se sentir bem consigo mesma.

- o temor e o medo ainda influenciam fortemente suas emoções por falta de experiência ou segurança, pois o desconhecido desperta receio. Não se deve de forma nenhuma colocar medo na criança. O medo é prejudicial para qualquer ser humano em qualquer idade. O medo bloqueia as atitudes e se não for sanado na infância vai se propagar durante toda a vida. Os cuidados que devemos tomar com a vida como, por exemplo, em relação ao fogo ou objetos cortantes e alturas deve ser explicado com naturalidade e não impondo o medo, pois devem ser consideradas como precauções. Quando sabemos o que é perigoso e o que pode acontecer, nós nos afastamos ou tomamos os devidos cuidados.

- nesta fase podemos começar a ensinar um pouco de compaixão, mesmo em meio às brincadeiras. É na convivência com os amiguinhos que preparamos a criança para o mundo e a socializamos.


De 9 a 11 anos
 A fase de 9 a 11 anos é a melhor fase: as crianças já se acostumaram com a escola e agora elas estão bem mais seguras e ousadas. É a fase divertida de fazer coisas em grupo e de aprender muito.


- a criança de 9 a 11 anos tem muita confiança em sua capacidade de vencer e devemos motivá-la. Porém, não é sadio incentivar a competição, pois ela desenvolverá o orgulho e usará isso para se vangloriar frente aos coleguinhas, perdendo muitas amizades e criando desprezo de alguns que prejudicará a sua autoestima. Porém, ensinar a criança a vencer as suas próprias limitações faz o ser humano querer ir mais longe, completar o que iniciou e querer fazer bem feito para a sua própria satisfação e crescimento. Uma criança satisfeita com seus feitos tem vontade de ajudar as outras crianças.

- as vezes a criança desta idade não gosta muito de demonstração de afeição e devemos respeitar isso. Mas a criança precisa constantemente saber que é querida. A afeição pode ser demonstrada pelo tom de voz com palavras e através de nossos atos, no lugar de beijos e abraços se a criança demonstrar que não quer ser beijada ou abraçada na frente dos amigos. As meninas por serem mais sentimentais podem ainda querer ser abraçadas e beijadas, mas não devemos forçar.
 - nesta idade aparece também o senso de humor. Tudo é engraçado e motivo para piadinhas e risadas, mesmo as tragédias que acontecem pelo mundo e que não as atinge diretamente. Devemos entender isso como um escape para não pensar em problemas que não podem ser resolvidos por eles e não se deve repreender a criança só por querer ‘animar um pouco a galera’. Com o tempo ela aprende a analisar as consequências do que a tragédia pode trazer de triste ao ser humano e terá compaixão.


De 12 a 14 anos
 Depois de uma fase boa em que a criança é mais confiante, um novo desafio chega a tona: é hora de sair da fase criança para se tornar um adolescente. Chamamos esta fase de pré-adolescência. É uma fase complicada e precisamos  ajudar os pré-adolescentes a lidar com ela.


- o pré-adolescente é instável, veemente (forte, intenso) e inconstante. Isso deve ser levado em conta antes de cobrarmos dele comportamentos que ele ainda não pode ter. O ser humano leva mais de vinte anos para amadurecer emocionalmente e vai depender do apoio que tiver recebido desde a infância. O caminho mais seguro é amar e respeitar o pré-adolescente. Cabe neste ponto lembrar que mente e emoções fazem parte da alma e tudo o que é colocado demasiadamente em ênfase fica mais profundo e mais difícil de esquecer e curar.

- a maturidade emocional é mais lenta nos meninos do que nas meninas, lembrando que meninos não são iguais às meninas na questão sentimentos. As meninas são mais desenvolvidas no lado emocional e sentimental enquanto que os meninos são mais racionais. Devemos ensinar isso às meninas para que não tenham expectativas utópicas sobre o comportamento dos meninos que não agirão de forma alguma como elas gostariam que fosse porque os meninos não sentem o que as meninas sentem. Eles são bem diferentes. Se ensinarmos desde esta idade a diferença entre meninas e meninos evitaremos grandes frustrações para as meninas sensíveis e sentimentais.

- nesta idade, o pré-adolescente chora ou ri sem razão aparente. Não precisamos nos preocupar com tudo o que dizem, pois como são instáveis logo estarão bem de novo e querendo procurar a turma. Mas devemos ter paciência.

- o pré-adolescente é leal à sua turminha. Portanto não devemos fazer um drama se ele dá mais importância aos coleguinhas do que aos pais. É só uma questão de autoafirmação e não envolve o que sentem em relação aos pais, a não ser que os pais comecem uma opressão e perseguição. Se os pais agirem desta forma, problemas estarão à vista: ou a criança vai se retrair e entrar numa de introspecção e depressão, ou vão entrar numa de rebeldia e desobediência. E vão se afastar dos pais opressores e perseguidores e o relacionamento entre eles estará prejudicado para toda a vida.

- o pré-adolescente é extremamente autoconsciente  e ele mesmo exige demais de si mesmo, por isso não precisamos complicar mais ainda.

- o pré-adolescente não gosta de chamar a atenção para si. Não devemos ficar falando dele na frente dos coleguinhas. Para completar a complicação, o pré-adolescente se sente mal entendido achando que ninguém compreende o que está sentindo. Devemos ter muita paciência com os pré-adolescentes nesta fase difícil, onde tudo está mudando, pois eles precisam sair de uma fase infantil para uma fase que caminha à adolescência. Estão agora no meio termo: não são mais crianças, mas também não são adolescentes ainda.

Na próxima semana falaremos sobre a vontade, que também faz parte da alma.

Abraço carinhoso!

Jocelyne Forrat - Preletora sobre Educação de Filhos - Para Novas Gerações Abençoadas e Libertas!
PROJETO "O Que é Que eu Faço com Meu Filho?" projeto.filhos@yahoo.com.br / jocelyneforrat@gmail.com

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