O sistema educacional do futuro - parte II



Nossos antepassados declaram que antigamente os filhos obedeciam aos pais com apenas um olhar de seu progenitor. Os filhos estavam cientes da agressão física que lhes esperava se não obedecessem. Não podemos afirmar que todos os lares eram repletos de amor e harmonia, mas o simples fato de ver a obediência dos filhos nos faz pensar erroneamente que aquele tipo de ditadura educacional era um sistema que funcionava. Se o sistema fosse bom não teria acabado. Se o sistema fosse bom não teria havido revolta por parte dos filhos que, não aceitando este sistema, resolveram criar outro sistema extremamente oposto e se tornaram pais permissivos. Filhos que sofreram maus tratos e que por amor aos seus próprios filhos decidiram não prosseguir com as agressões físicas e verbais que sentiram na própria pele. Pensavam então que deixando que os filhos fizessem todas as suas vontades estariam os amando de verdade. No entanto o que este novo sistema criou foi uma nova geração de filhos completamente desequilibrados pela falta de ensinamentos e limites, que gerou outra espécie de rebeldia por uma falsa sensação de poder em que, mais uma vez houve uso de agressão física e verbal, desta vez, em que os filhos se tornaram agressores e os pais, as vítimas das agressões.

Falamos aqui de um modo geral, é claro. Sabemos que muitos dentre nós fomos maltratados e nem por isso nos tornamos rebeldes. Mas para conseguir uma boa reestruturação educacional não podemos apenas nos basear ou levar em conta a nossa própria experiência ou somente a nossa comunidade. Temos que pensar como um todo: temos que pensar na humanidade.

Podemos então chegar facilmente à conclusão de que é necessário encontrar um equilíbrio para a educação de nossas crianças, onde todo e qualquer adulto que tenha sob sua responsabilidade uma criança, por menor espaço de tempo que seja, deve tomar consciência de que pode fazer uma grande diferença na vida deste ser humano.

Para encontrarmos este equilíbrio precisamos entender a composição completa do ser humano. Aprendemos ao longo dos anos que para termos um bom desenvolvimento do ser humano é necessário vê-lo como um todo: corpo, alma e espírito. Houve e ainda há inúmeras tentativas do ser humano em desenvolver cada uma das 3 partes do seu ser: pesquisas em nutrição, medicina e estética em relação ao corpo, estudos psicológicos e terapêuticos para cuidar da alma e seitas e religiões para entender o espírito.

Através da mente o ser humano sente, reage e toma as suas decisões e atitudes, conforme aquilo que ele acredita e influenciado pelo seu ambiente social e familiar. As suas crenças e convicções vão determinar o seu caminho durante cada fase da sua vida. A mente faz parte da alma, assim como a vontade e as emoções. A alma, portanto, determina o que vamos fazer com o nosso corpo e espírito através da nossa vontade. O conhecimento traz as alternativas e nós escolhemos aquelas que nos convém. Mas se o nosso espírito não estiver conectado com o Criador, não obteremos o entendimento sobre o conhecimento que adquirimos. Conhecer apenas não nos ensina a praticar: precisamos entender, através do espírito conectado com DEUS. Há duas forças poderosas no mundo: o bem e o mal. Só receberemos o bem em nossa vida se estivermos conectados com DEUS, senão ficamos à mercê do mal, completamente desprotegidos e suscetíveis à confusão da mente.

Na próxima semana vamos conhecer em que consiste este novo sistema educacional, estudando o corpo, a mente, as emoções, a vontade, o social e o espiritual da criança, em cada faixa etária.

Abraço carinhoso!

Jocelyne Forrat - Preletora sobre Educação de Filhos - Para Novas Gerações Abençoadas e Libertas!
PROJETO "O Que é Que eu Faço com Meu Filho?" projeto.filhos@yahoo.com.br / jocelyneforrat@gmail.com

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