O sistema educacional do futuro - parte VII


CONHECENDO O SOCIAL EM CADA FASE

O relacionamento social faz parte da vida do ser humano, que precisa de outras pessoas para se desenvolver saudavelmente. O mais importante relacionamento da vida de um ser humano é com o seu Criador. Os filhos a quem ensinamos a respeito do verdadeiro Deus Triuno, Criador dos Céus e da Terra, crescem com mais maturidade devido a presença de Seu Espírito na vida deles. Aqueles que são forçados a seguir uma religião não têm a mesma maturidade e irão questionar toda doutrina quando chegarem à idade de ter opinião própria.

A vida social de um ser humano se inicia com um círculo pequeno de pessoas, na família e amigos e aumenta conforme ele vai crescendo. Em diferentes fases da infância, a criança vai aprendendo que existem outras pessoas com quem ela pode interagir. Pessoas que a tratam bem serão bem vindas em seu círculo de relacionamentos. Pessoas que tratam mal a criança serão, mais cedo ou mais tarde, excluídas de suas vidas mesmo se tratando da família. Quando o relacionamento entre pais e filhos não é bom, os filhos procuram ficar o menos tempo possível perto deles a partir de certa idade e ao atingir a maioridade se apressam em sair de casa para viver sozinhos ou com outras pessoas, o que pode não ser tão bom. O relacionamento com a família é importantíssimo e depende dos adultos para que floresça abertamente e crie raízes. O amor, o carinho, o afeto e a atenção criam raízes entre pais e filhos e os familiares e o relacionamento se estenderá por toda a vida. Depois virão os coleguinhas na escola e o início de grandes amizades.

O Relacionamento Social por faixa etária:


De 2 a 3 anos

Devemos entender que para uma criança de 2 a 3 anos ainda é o início de seus relacionamentos com os outros, pois ela ainda nem sabe a respeito de sua individualidade. Não se deve de forma alguma forçar e muito menos rotular a criança dizendo que ela é ‘um bicho do mato’ ou que está com vergonha. Devemos sempre tomar cuidado com as palavras. Em um ambiente com pessoas desconhecidas a criança desta idade fica assustada e vai precisar de algum tempo para verificar se o ambiente é seguro. O melhor a fazer é estar do lado e deixar que a criança decida quando ela quer se juntar a outras crianças e brincar.

- devemos lembrar aqui que uma criança nasce egoísta e nesta idade prefere brincar sozinha, mas com alguém que ela conheça por perto. O egoísmo vai diminuir naturalmente quando entra em conflito com a aceitação social, por volta dos 4 anos. Forçar a criança a fazer algo que ela ainda não pode entender é agredi-la.

- a criança nesta idade procura carinho com os outros e precisa mesmo de muito carinho. Nesta idade ela é muito simpática e sabe cativar a atenção dos adultos. Aos poucos vamos ensinando a cooperar e compartilhar com os outros, mostrando como se faz e dando o exemplo sem impor a nossa vontade, pois a percepção dela não é igual a nossa ainda. Não devemos brigar para que a criança faça como queremos, mas apenas mostrar bons exemplos e falar com calma para que ela possa entender.

De 4 a 5 anos

Até então, a criança aprendeu sobre si mesma e algumas pessoas mais próximas, como os pais e irmãos, tios e primos que fizeram parte do seu círculo de relacionamento social. Agora, porém, a curiosidade se expande e a vontade de conhecer e aprender mais começa a crescer.

- nesta fase de 4 a 5 anos, duas coisas lutam em seu interior: o egoísmo e a necessidade de aprovação social. Ao procurar com quem brincar, a criança percebe que se não compartilhar seus brinquedos e quiser impor a sua vontade ela será rejeitada pelos amiguinhos. Ela aprende então a diminuir o egoísmo e a fazer também o que os outros pedem e a trocar os brinquedos. Não se deve brigar com uma criança se ela não quiser emprestar seu brinquedo. O tempo e a sua percepção vão cuidar de eliminar o egoísmo. Mas se a criança for forçada a ceder e o brinquedo arrancado de sua mão, ela poderá desenvolver um bloqueio deixando de aprender sobre socialização e mais tarde se apegará demais às coisas materiais por medo de perdê-las. Portanto deixemos DEUS trabalhar naturalmente este sentimento nos pequenos.

- a criança desta idade que agora já fala bem, tem mais ousadia em chegar perto de outras pessoas e bombardeá-las de perguntas. As pessoas importantes de seu círculo social, como os pais, irmãos e babás ou professores, quando houver, devem ter paciência e precisam dar muita atenção à criança. A criança procura respostas simples às suas perguntas e ficará satisfeita para continuar as suas brincadeiras se lhes dermos alguns instantes de atenção. Lembrando que nesta idade ainda a criança não entende a ironia, a malícia ou expressões figurativas, precisamos nos abster de palavras complicadas ou falsas para não confundir a cabecinha da criança ainda inocente e pura.

- incentivar o relacionamento entre irmãos desde pequenos fará com que ele se estenda por toda a vida. Criar contenda entre irmãos é imaturo, cruel e desnecessário. Família é para a vida toda!

De 6 a 8 anos
 O aprendizado em relação ao social aumentará bastante agora para a criança que vai frequentar a escola. O relacionamento com os professores vai determinar a vontade de estudar: o bom relacionamento aumenta o interesse pela matéria, mas o relacionamento ruim vai bloquear o sistema de aprendizado. O professor para esta idade precisa saber cativar as crianças, principalmente nesta fase de alfabetização que abre as portas para o mundo cheio de novidades e oportunidades de contato com o mundo.

 - sua relação com o mundo é cada vez maior. A criança desta idade gosta de brincar com as outras crianças, gosta de conversar e de imitar os outros. Devemos tomar cuidado com as nossas interferências de adultos para não julgarmos uma situação sem ter visto o acontecimento por completo. Devemos permanecer sempre neutros, promovendo a harmonia e a paz entre as crianças.

 - nesta idade a criança ainda está aprendendo a equilibrar o egoísmo e a aprovação social, ou seja, sua necessidade de ser aceito pelos outros. Então, aos poucos vai aprendendo a emprestar e pedir emprestado. Obrigar uma criança a fazer as coisas só dificulta mais o caminho do aprendizado. O melhor sempre será orientar, conversar, explicar com voz branda sem gritar ou demonstrar raiva e impaciência, sem dramas ou chantagem e sem pressão. Tudo se resolve com simplicidade.

 - para a criança desta idade, por ser já muito mais independente, podemos pedir sua colaboração em arrumações no ambiente, mas sempre no sentido de convidar a fazer e jamais obrigar. A criança gosta de colaborar, mas não gosta de ordens dadas com raiva ou mau-humor que dificulta o resultado e prejudica o ambiente e o relacionamento.


De 9 a 11 anos

A idade de 9 a 11 anos traz a alegria de viver e a imensa vontade de aprender e de se relacionar. Esta é a fase em que o ser humano mais procura se enturmar se tiver tido uma infância respeitada. Querendo ser notada com seu jeito bem humorado, a criança desta idade é perguntadora e procura relacionamentos duradouros. O relacionamento com os pais é essencial como sempre, mas nesta idade a criança começa a preferir a companhia dos amiguinhos. Os pais que apoiam as boas amizades nesta fase conquistarão a confiança e amizade de seus filhos.

- nesta idade a criança gosta de competir, de brigar e de fazer barulho. Não devemos alimentar o orgulho e a altivez em uma competição, mas sim, que a brincadeira é divertida e não se pode inferiorizar ou ridicularizar quem não consegue ser muito bom em uma determinada atividade. Devemos mostrar que ninguém é mais importante do que ninguém e que todos são bons em alguma coisa em especial. Isso é importante para promover a solidariedade e a compaixão e incentivar a amizade, combatendo o bullying.

- por gostar de fazer barulho, a criança desta idade  fica mais à vontade ao ar livre, onde tem mais espaço. Na escola é a hora do recreio ou da educação física que as crianças preferem, onde podem correr e se sentir livres da pressão que os adultos fazem sobre elas.

- nesta idade se formam as turmas, porque a criança dos 9 aos 11 anos geralmente não aprecia o sexo oposto. É muito importante para a criança nesta idade fazer parte da ‘turma’, deste grupinho que tem a mesma idade e o mesmo sexo. As crianças gostam de fazer coisas em grupo. Para os meninos, por exemplo, fazer parte de um time de futebol. Para as meninas, se reunir para conversar, para passear e para brigar também: brigam com a mesma facilidade com que fazem as pazes. Quando a criança nos conta suas desavenças, devemos ter paciência e ouvir tudo o que ela tem pra dizer, deixando-a expressar todos os seus sentimentos. Depois podemos conversar e aconselhar. Jamais devemos ridicularizar ou largá-la em seus problemas dizendo que não temos ‘tempo pra isso’. Mesmo que não saibamos o que dizer, ao menos devemos ouvir e dar atenção.
 - nesta fase também começa o senso de responsabilidade, que deve ser encorajado e desenvolvido. A criança quer agora ser reconhecida pelas coisas boas que faz. Esta é uma atitude dada por DEUS às crianças nesta idade para que busquem aquilo que é bom e merecedor de admiração. Isso explica porque elas ainda gostam tanto de heróis. Se elas forem incentivadas a executar tarefas que cooperem para o bem de todo o grupo, estarão caminhando para uma vida cheia de realizações construtivas e algumas até despertarão para ideias que farão a diferença nas gerações seguintes. O potencial humano é incrível e precisa ser trabalhado desde cedo.


De 12 a 14 anos

A idade de 12 a 14 anos traz as complicações do final da infância e o início da adolescência. Os chamados pré-adolescentes entram em conflitos internos com tantas mudanças acontecendo física e emocionalmente. O apoio dos pais e professores e se possível da família e amigos é fundamental. Todo adulto pode fazer uma grande diferença na vida de um pré-adolescente, positivamente se o fizer com amor sincero e negativamente se o fizer com falso amor. As crianças desta idade são inocentes ainda e não conhecem a falsidade e a malicia, mas aprendem rápido. Por isso cuidado com as amizades e com estranhos que demonstram amor demais.

- o pré-adolescente enfrentará problemas de ajustes sociais. Misturam-se meninos e meninas. As meninas são mais autoconfiantes, pois se desenvolvem mais rápido. Os meninos reagem de forma diferente, pois são mais racionais do que sentimentais.

- nesta fase o pré-adolescente gosta de atividades em grupo em que todos participam e ninguém se destaca. O senso de humor permanece e é mais forte agora:  eles continuam achando graça em tudo, até em coisas sérias. Faz pate da idade e vai passar para dar lugar à compaixão e a vontade de mudar o mundo!

- o pré-adolescente quer se sentir parte integrante da turma de amigos: é hora de tomar cuidado com o bullying. Nesta fase não pesa mais a opinião dos pais e sim a da turma. Portanto se os pais quiserem conquistar os filhos e tê-los sempre por perto e felizes, eles terão que agradar os amiguinhos deles e eles vão sentir que os pais se importam com o que é importante pra eles, com o mundo atual deles. Algumas mães são infantis achando que eles não gostam mais delas, mas é só uma fase e vai passar. Dependendo das atitudes dos pais, os filhos podem se tornar eternos companheiros. Devem ser tratados com carinho e respeito e ensinados a serem responsáveis com a família, sem sufocar ou dar-lhes responsabilidades maiores do que a sua capacidade de entendimento. Podem soltá-los um pouco, mas segurando as rédeas, para que eles sintam que os pais se importam com eles.

Na próxima semana, falaremos sobre o lado espiritual em cada faixa etária.
Abraço carinhoso.

Jocelyne Forrat - Preletora sobre Educação de Filhos - Para Novas Gerações Abençoadas e Libertas!
PROJETO "O Que é Que eu Faço com Meu Filho?" projeto.filhos@yahoo.com.br / jocelyneforrat@gmail.com

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